A tecnologia do 6G está vindo, mas é preciso reduzir impostos

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Vice-presidente para a América Latina da multinacional Qualcomm, Francisco Soares, se despede em junho do cargo após 16 anos e afirma que o país está bem preparado para receber a inovação, uma vez que tem espectro e legislação adequada

Mesmo sem concluir a implementação do 5G, o Brasil está destinado a abrigar também a inovação do 6G até 2030, mas deve promover a redução dos impostos e taxas incidentes sobre a telefonia móvel. Uma das vantagens da novidade é ser 100 vezes mais rápido do que a atual. A avaliação é de um especialista do setor, o engenheiro eletrônico Francisco Soares (foto).

Após 16 anos de Qualcomm, Soares deixa em 1º de junho a empresa, onde ocupa hoje a vice-presidência para a América Latina.

“O 6G está vindo. Embora vá demorar um pouco mais, essa tecnologia vai chegar”, projetou, em entrevista concedida por Soares, após o lançamento do projeto Aluno Sempre Conectado (Ascon) para beneficiar estudantes de escolas públicas, uma iniciativa da Qualcomm e do Instituto Crescer, em Goiânia, com a prefeitura da cidade.

“No Brasil, se você comparar com a situação de outros países, temos o espectro regulamentado e a base para implantar a tecnologia 6G”, destacou Soares, que traz na bagagem o fato de ter participado da regulamentação da inovação na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

E advertiu: “Todo mundo sabe disso, é difícil você promover o desenvolvimento tendo que pagar tantos impostos sobre serviço e sobre os produtos. Temos que conseguir eliminar algumas taxas e fazer os recursos ficarem mais baratos. Se estiver muito caro, as pessoas não conseguem comprar, não podem usar”.

Atualmente, a China lidera a corrida do 6G, mesmo com altíssimo investimento de empresas de países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão para o desenvolvimento da rede. A expectativa é de que a nova era da internet móvel chegue ao mercado nos próximos oito anos. Nesse período, a tecnologia passará por aperfeiçoamentos, ao mesmo tempo em que o 5G continuará em expansão pelo mundo.

Soares avalia que tanto a Anatel, ao dispor o espectro, quantos as operadoras com investimentos, estão se movimentando para que o 6G aconteça no país ao mesmo tempo que no resto do mundo.

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