Tendências em revestimentos para ambientes residenciais

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Daugliesi Giacomasi Souza

Nos últimos anos, a escolha de revestimentos para ambientes residenciais passou a considerar critérios que vão muito além da estética imediata. Daugliesi Giacomasi Souza, fundador da DGdecor, descreve um cenário em que durabilidade, facilidade de manutenção e compatibilidade com diferentes estilos arquitetônicos ganharam peso equivalente ao da aparência final do material, especialmente em projetos de reforma que envolvem áreas molhadas e ambientes de grande circulação.

A mudança acompanha um público mais informado, que pesquisa antes de decidir e busca equilíbrio entre investimento inicial e retorno a longo prazo. Alguns dos movimentos mais relevantes observados atualmente em projetos residenciais ajudam a entender como o mercado de revestimentos vem se reorganizando diante dessas novas exigências, tanto no que diz respeito à textura quanto à resistência exigida em cada cômodo, sem perder de vista a coerência visual do projeto como um todo.

Quais texturas têm ganhado espaço nos projetos atuais?

Texturas naturais, como pedras com acabamento bruto e madeiras com veios aparentes, vêm conquistando espaço em substituição a superfícies excessivamente lisas e uniformes. A opção por esse tipo de acabamento aproxima o ambiente interno de referências orgânicas, criando sensação de aconchego mesmo em projetos com linguagem contemporânea e paleta predominantemente neutra.

A combinação entre texturas distintas em um mesmo cômodo também tem se consolidado como recurso de composição. Daugliesi Giacomasi Souza aponta que misturar um revestimento fosco com outro de leve brilho costuma gerar profundidade visual sem comprometer a harmonia geral do ambiente, desde que a paleta de cores permaneça controlada.

Como a durabilidade influencia a escolha do material?

A durabilidade tornou-se critério decisivo na seleção de revestimentos, sobretudo em áreas de maior circulação, como cozinhas e áreas de serviço. Porcelanatos de alta resistência e revestimentos cimentícios têm sido indicados com frequência justamente por suportarem variações de temperatura e impacto sem perder qualidade estética ao longo do tempo, mesmo após anos de uso contínuo.

Daugliesi Giacomasi Souza

Daugliesi Giacomasi Souza

Projetos residenciais voltados para famílias com rotina intensa costumam priorizar materiais que dispensem manutenção constante. Fundadora da DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza destaca que a resistência ao desgaste deve ser avaliada junto ao custo de reposição, já que revestimentos mais baratos nem sempre representam economia real quando considerada a vida útil completa do material.

Qual o papel da cor na percepção dos ambientes?

A paleta de cores escolhida para os revestimentos interfere diretamente na sensação térmica e visual de um ambiente. Tons terrosos e neutros continuam predominantes em projetos residenciais, por proporcionarem versatilidade na combinação com mobiliário e itens decorativos ao longo do tempo, sem exigir reformas frequentes. A neutralidade dessas tonalidades também facilita a renovação parcial da decoração sem necessidade de trocar o revestimento estrutural do ambiente.

Cores mais saturadas aparecem de forma pontual, geralmente concentradas em painéis ou faixas específicas, funcionando como elemento de destaque sem comprometer a neutralidade do restante do ambiente. Assim, Daugliesi Giacomasi Souza ilustra essa tendência citando projetos em que um único painel colorido define o tom de toda a composição, sem necessidade de repetir a cor em outros pontos do cômodo, o que mantém a flexibilidade do projeto diante de futuras mudanças de mobiliário.

Existe diferença entre tendências e escolhas duradouras?

Nem toda tendência observada no mercado de revestimentos se sustenta a longo prazo, o que exige cautela na hora de planejar reformas com vida útil estendida. Materiais associados a modismos passageiros tendem a perder relevância visual em poucos anos, exigindo nova intervenção antes do previsto inicialmente, com custo adicional para o morador que não considerou essa possibilidade no orçamento original.

A diferenciação entre tendência e escolha duradoura passa pela análise de critérios técnicos, não apenas estéticos. Daugliesi Giacomasi Souza frisa que revestimentos com boa reputação histórica, como porcelanatos neutros e pedras naturais clássicas, costumam representar investimento mais seguro do que opções recém-lançadas no mercado, ainda sem comprovação de desempenho ao longo do tempo e sujeitas a descontinuação pelos fabricantes em prazos relativamente curtos.

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