segunda-feira, junho 17

O novo destino dos investidores e novos métodos de captação de recursos para projetos de infraestrutura e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios

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Cleiton Santos Santana

O mercado de capitais está inovando na captação de recursos para projetos de infraestrutura, utilizando Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). O setor de energia e combustíveis, um dos mais lucrativos, movimenta trilhões de dólares mundialmente. No Brasil, os fundos de investimento em combustíveis se concentram em empresas que atuam na produção, refino, distribuição e comercialização de gasolina, diesel, etanol e gás natural. Estes fundos representam uma oportunidade atrativa para investidores interessados no segmento de energia.

 

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Descobrindo o setor de óleo e gás no Brasil

 

O setor de óleo e gás no Brasil é significativo, representando 15% do PIB industrial em 2022, com 8% originados do mercado de derivados de petróleo e biocombustíveis, e 7% da extração de petróleo e gás natural.

 

Cleiton Santos Santana, empresário e fundador do Grupo BSO, observa que, com o crescente foco em questões ambientais, sociais e de governança (ESG), os investidores buscam fundos que integrem práticas sustentáveis. O Brasil tem se destacado globalmente pelo debate sobre a “Pauta Verde” na energia, onde sustentabilidade e impacto ambiental são preocupações centrais.

 

Investimentos em energia renovável

 

No Brasil, os investimentos em energia renovável e combustíveis estão crescendo. O fundo BSO – Brazil Special Opportunities exemplifica essa tendência ao combinar diferentes classes de investimentos, como o FIDC ZEUS, que há mais de cinco anos promove a cadeia de combustíveis, e o FIP Atenas, focado na infraestrutura logística do setor. Clientes do ZEUS incluem distribuidoras de combustíveis, tradings e uma refinaria de petróleo. 

 

Com a guerra na Ucrânia e a arbitragem especial para derivados de petróleo importados, o fundo também passou a financiar tradings que importam óleo diesel e gasolina, com operações de curto prazo e alta rentabilidade. Com o sucesso, os investidores do BSO expandiram para o lucrativo setor de tancagem em portos.

 

A Stronghold Infra, principal investimento do FIP Atena, adquiriu a Liquipar e venceu o leilão do terminal PAR50 no Porto de Paranaguá. Com capacidade inicial de 71 milhões de litros, o terminal deve expandir para 200 milhões de litros até 2025, com investimentos de R$ 450 milhões. Com projetos rentáveis e o “skin in the game” exigido pelo mercado, o grupo planeja triplicar seus investimentos nos próximos dois anos.

 

Novos fundos também estão apostando em fontes alternativas e renováveis de energia, como biocombustíveis, combustíveis sintéticos e hidrogênio verde.

 

Sobre a transição energética no Brasil

 

Cleiton Santos Santana destaca que o Brasil, líder mundial em investimentos em energia limpa, está na vanguarda da transformação energética global. Em 2023, o país se firmou como o terceiro maior destino de investimentos em energias renováveis, ultrapassando US$ 25 bilhões.

 

A evolução dos investimentos em combustíveis sinaliza uma mudança para uma matriz energética mais diversificada e sustentável. Apesar da importância dos combustíveis fósseis, há uma crescente tendência em direção a fontes de energia limpas e renováveis, impulsionada por avanços tecnológicos e preocupações ambientais, posicionando o Brasil como um player global no setor de energia.

 

Cleiton Santos Santana é fundador e cotista do Grupo BSO – Brazil Special Opportunities, com vasta experiência nos setores de energia, commodities e financeiro.

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