Eleições 2026: como identificar e denunciar desinformação antes do voto

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Eleições 2026: como identificar e denunciar desinformação antes do voto

TSE reforça canais oficiais para combater conteúdos falsos sobre urnas, candidatos, locais de votação e o próprio processo eleitoral.

A proximidade das Eleições 2026 aumenta não apenas a circulação de informações políticas, mas também a necessidade de distinguir conteúdos verdadeiros, opiniões, propaganda e mensagens potencialmente enganosas. Nesta terça-feira, 22 de setembro, faltam 12 dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça a importância da participação do eleitor no combate à desinformação. Entre as ferramentas disponíveis está o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que permite comunicar à Justiça Eleitoral conteúdos que possam ameaçar a integridade do processo. (Justiça Eleitoral)

A questão ganhou importância em um país altamente conectado. Dados do IBGE mostram que 90,5% da população brasileira de 10 anos ou mais utilizou a internet em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. (Agência de Notícias IBGE) Nesse cenário, saber verificar uma informação antes de compartilhá-la se tornou parte prática da participação cidadã.

Por que a desinformação eleitoral merece atenção em 2026?

A desinformação eleitoral não se limita a uma notícia falsa sobre determinado candidato. Segundo o TSE, o Siade recebe alertas relacionados a conteúdos falsos sobre a segurança e a integridade das urnas eletrônicas, datas, horários ou locais de votação incorretos, páginas que imitam órgãos da Justiça Eleitoral, discursos de ódio, uso indevido da identidade visual da Justiça Eleitoral e mensagens destinadas a impedir ou desestimular o voto. Também podem ser comunicados ataques ou ameaças contra integrantes da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral. (Justiça Eleitoral)

Essa variedade mostra por que uma mensagem aparentemente simples pode exigir atenção. Uma publicação dizendo que determinado local de votação mudou, por exemplo, pode levar alguém a procurar uma seção errada; já uma mensagem que afirma que a urna não funciona ou que o voto não será contabilizado pode gerar dúvidas sobre o próprio processo eleitoral. O problema não está apenas na existência de conteúdo falso, mas na possibilidade de ele ser apresentado com aparência de informação oficial e circular rapidamente por redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de vídeo.

O contexto brasileiro torna essa questão especialmente relevante porque o acesso digital alcançou grande parte dos domicílios. De acordo com o IBGE, 95% dos domicílios particulares permanentes tinham utilização de internet em 2025, totalizando 76 milhões de residências. (Agência de Notícias IBGE) Para o eleitor, isso significa que a informação necessária para tomar decisões pode chegar pelo celular antes mesmo de uma consulta a uma fonte institucional. Por isso, conferir a origem de uma mensagem, procurar a publicação original e desconfiar de conteúdos que tentam provocar urgência ou medo são atitudes úteis durante o período eleitoral.

Como saber se uma informação sobre a eleição é verdadeira?

Uma das formas mais simples de reduzir o risco de compartilhar informação falsa é conferir o conteúdo diretamente em canais oficiais. O TSE mantém informações sobre calendário eleitoral, regras de votação, locais, procedimentos e demais orientações relacionadas ao pleito. Para as Eleições 2026, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. (Justiça Eleitoral)

Também é importante observar a diferença entre informação oficial, opinião e propaganda. Uma publicação de candidato ou partido pode defender determinada posição sem que isso signifique que seu conteúdo seja uma comunicação institucional da Justiça Eleitoral. Da mesma forma, uma imagem com logotipo, cores ou aparência semelhante às páginas oficiais não comprova que tenha sido produzida por um órgão público. O próprio TSE orienta que páginas que se passam pela Justiça Eleitoral e conteúdos que utilizam indevidamente sua logomarca podem ser denunciados pelo Siade. (Justiça Eleitoral)

Outro cuidado envolve informações práticas para o dia da votação. O TSE informa que o eleitor fará seis escolhas no primeiro turno: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. (Justiça Eleitoral) Se uma mensagem recebida pelo celular apresentar horários, regras ou procedimentos diferentes, o caminho mais seguro é verificar a informação diretamente no portal oficial antes de encaminhá-la a outras pessoas.

Quando usar o Siade e quando procurar o Pardal?

O TSE criou canais diferentes para situações diferentes, e saber qual utilizar ajuda a encaminhar corretamente cada ocorrência. O Siade é destinado a alertas relacionados à desinformação que possa afetar a integridade das eleições, como informações falsas sobre urnas, processo eleitoral, locais ou horários de votação e páginas que tentem se passar pela Justiça Eleitoral. Já o aplicativo Pardal é indicado para denúncias relacionadas a candidatos, pesquisas eleitorais ou partidos, além de determinadas irregularidades de propaganda. (Justiça Eleitoral)

Para enviar um alerta pelo Siade, o eleitor deve informar a plataforma em que o conteúdo apareceu, apresentar o endereço da publicação quando disponível e explicar por que considera a informação falsa ou enganosa. O TSE também recomenda incluir uma captura de tela que permita identificar e compreender o material denunciado. Quanto mais completa for a informação fornecida, maior a possibilidade de facilitar a análise pela Justiça Eleitoral. (Justiça Eleitoral)

A participação do cidadão, porém, começa antes da denúncia. O primeiro passo é evitar o compartilhamento impulsivo de mensagens que não tenham origem confirmada, principalmente quando utilizam frases alarmistas, prometem uma informação “que ninguém quer divulgar” ou pedem encaminhamento imediato. O eleitor também pode acompanhar orientações oficiais pelo aplicativo e-Título, que passou a enviar notificações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação durante o período eleitoral. (Justiça Eleitoral)

Com a aproximação de 4 de outubro, a tendência é que o volume de informações políticas aumente nas plataformas digitais. O desafio para o eleitor brasileiro será separar propaganda, opinião, informação jornalística e conteúdo enganoso sem transformar toda mensagem política em suspeita automática. Consultar fontes oficiais, conferir datas e procedimentos e utilizar os canais corretos de denúncia são práticas que ajudam a preservar a qualidade da informação e a participação no processo eleitoral. O calendário do TSE prevê ainda o segundo turno para 25 de outubro, caso seja necessário, o que mantém a necessidade de atenção durante todo o período eleitoral. (Justiça Eleitoral)

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral — denúncia de desinformação nas Eleições 2026 · TSE — regras para o dia da votação · IBGE — acesso à internet no Brasil em 2025 · TSE — calendário das Eleições 2026

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