Fundação Gentil Afonso Duraes: um testemunho da dedicação ao próximo

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Eloizo Gomes Afonso Duraes

Organizações sociais são, em última análise, retratos de seus fundadores. Não no sentido vaidoso de um monumento pessoal, mas no sentido mais profundo: os valores que uma instituição pratica no cotidiano, as escolhas que faz quando ninguém está observando e a forma como trata as pessoas que atende revelam com precisão o que o ser humano que a criou realmente acredita. A Fundação Gentil Afonso Duraes é, nesse sentido, um retrato fiel de Eloizo Gomes Afonso Duraes: séria, consistente, enraizada nas comunidades que serve e obstinadamente comprometida com resultados reais.

O que os detalhes revelam

Há uma série de escolhas na estrutura da Fundação que, tomadas em conjunto, dizem mais sobre seu fundador do que qualquer declaração de missão poderia. O transporte gratuito para todas as crianças diz que Eloizio Gomes Afonso Duraes não aceita barreiras práticas como desculpa para a exclusão. A combinação de reforço escolar, informática, coral, teatro e atendimento odontológico diz que ele recusa a lógica de tratar seres humanos como problemas fragmentados que podem ser resolvidos separadamente. A presença em quatro estados diz que sua responsabilidade social não tem fronteiras geográficas. E a persistência por mais de vinte anos diz, acima de tudo, que seu comprometimento não é performático.

Cada um desses detalhes é uma janela para a visão de mundo de Eloizo Gomes Afonso Duraes: uma visão em que o sucesso individual carrega consigo uma obrigação com o coletivo, em que filantropia genuína exige estrutura e seriedade, e em que crianças vulneráveis merecem não apenas gestos de caridade, mas investimento real e contínuo em seu desenvolvimento.

Eloizo Gomes Afonso Duraes

Eloizo Gomes Afonso Duraes

A trajetória que nenhum comunicado resumiria

Julho de 2003, uma empresa no Jaguaré. Setembro de 2003, as primeiras aulas de informática. Outubro de 2003, uma fundação formalizada. Fevereiro de 2004, reforço escolar. Março, coral e teatro. Maio, o Projeto Sopão. Agosto, as cestas básicas. Janeiro de 2005, São Luís. 2007, João Pessoa. 2010, Recife. Novembro de 2019, a evolução para Organização Social. Cada data é uma decisão. Cada decisão é uma reafirmação da mesma convicção original: que é possível, e necessário, construir algo duradouro a partir do reconhecimento de que as pessoas ao redor merecem atenção e cuidado.

Eloizio Gomes Afonso Duraes não descreveu essa trajetória em manifestos. Viveu-a, passo a passo, durante mais de duas décadas, acumulando um legado que hoje atende crianças entre 7 e 14 anos em quatro estados brasileiros, com até quarenta alunos por turno, dois turnos diários, transporte garantido e programas que tratam o desenvolvimento humano com a integralidade que ele sempre mereceu.

O retrato mais verdadeiro

No fim das contas, o que a Fundação Gentil Afonso Duraes revela sobre Eloizo Gomes Afonso Duraes é simples e ao mesmo tempo raro: é o retrato de alguém que, diante da escolha entre agir e ignorar, escolheu agir. Diante da escolha entre fazer uma vez e construir para sempre, escolheu construir. E, diante da escolha entre buscar reconhecimento e produzir impacto real, escolheu o impacto. Esse é o tipo de escolha que define caracteres e que, repetida ao longo de décadas, transforma vidas.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

 

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